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31 de janeiro de 2012

Garota do Leblon


A R vai para o Rio de Janeiro no próximo dia 13.
Estamos super entusiasmadas, ja a pensar nos presentinhos de despedida, cheias de ideias maravilhosas!
Estou radiante por saber que ela vai partir numa aventura espetacular, tanto a nivel pessoal como profissional.
Ainda que sejam apenas 5 meses, vou morrer de saudades!

10 de setembro de 2011

Erasmus (mais um vez, incansavelmente)

Neste meses de Verão tenho ajudado umas caloiras da minha faculdade a prepararem a sua aventura de Erasmus para a mesma cidade para onde fui.
Cada conselho, cada dica, cada experiência partilhada, cada recordação que me vem à memória é motivo de lágrimas nos olhos e de sentir uma enorme saudade dos tempos que vivi em Erasmus.
Enfim... É sem dúvida a melhor experiência que um estudante universitário pode ter! Não duvidem!



22 de agosto de 2011

Destinos: Holanda


Depois de ele ter vindo da Holanda (passando por Amesterdão, Roterdão e Den Hague) e me ter mostrado montões de fotografias e falado durante horas sobre a viagem que fez, fiquei com ainda mais vontade de visitar este país que há tanto tempo tenho curiosidade...
Acho que no próximo verão não me escapa! =)

25 de outubro de 2010

Gosto...


... mas sei que um dia vai acabar.

16 de setembro de 2010

Notícias tardias

Bem sei que tenho andado desaparecida.
Pois bem, deve-se ao facto de já ter chegado a Pilsen e de tar a viver uns dos melhores momentos da minha vida! Não tenho tempo para actualizar os blogs e isso é um bom sinal! :D
É sem dúvida uma experiência incomparável e única que eu quero viver e absorver cada segundo que aqui passar!
Todos os dias têm altos e baixos, mas tudo isso faz parte da experiência e só irá contribuir para o meu crescimento pessoal.

Podem acompanhar-me aqui.


2 de setembro de 2010

E pronto...

É amanhã!!!

Adorei o serão de ontem! As minhas amigas surpreendem sempre. Conhecem-me como ninguém! E quando digo ninguém, é mesmo NINGUÉM!
Tive direito a presentinho e tudo: um diário no qual vou escrever as minhas aventuras e desventuras, e tudo aquilo que me irá na alma! xD nele vai uma fotografia de nós as quatro, que não só está coladinha no diário, como também está bem presa ao meu coraçãozinho! Para além da foto, nele estão 10 madamentos que vou seguir à risca!!!! ou não! xD

Vou sentir tanto a vossa falta...!!! E vocês sabem o quão tem sido difícil. Sabem o porquê.
Obrigada por todo o apoio que têm demonstrado. Obrigada pela força, pelo ânimo, coragem, entusiasmo. Obrigada por me transmitirem calma num momento que é de tão grande ansiedade. Obrigada por me mostrarem os motivos pelos quais vou nesta "viagem" e não me fazerem "recuar" ou duvidar do porquê de tudo isto. Obrigada por me porem a cabeça no lugar e me fazerem olhar em frente, deixando para Janeiro aquilo que agora não dá para resolver. Obrigada por me lembrarem da minha própria maneira de ver as coisas, da prespectiva que tenho da vida. Obrigada por me fazerem "voltar a mim". Ser eu mesma. Eu própria me lembrar de como sou, penso, sonho e ambiciono. Obrigada por TUDO! E mesmo assim, agradecer é pouco!
Sempre que sair vou pensar em vocês. Sempre que conhecer pessoas fascinante, vou querer que vocês também as pudessem conhecer. Sempre que conhecer um lugar novo vou desejar que pudessem estar comigo para irmos à aventura, com muita bobagem e craziness, fazendo asneiras até dizer "parou, parou, parou!!!". Sempre que tiver super contente com alguma coisa, vou querer pegar no telefone e contar-vos os pormenores. De fio a pavio. Sempre que, por algum motivo, estiver tristinha vou querer aconchegar-me nas vossas palavras certeiras, nos nossos momentos de partilha, nos vossos abracinhos calorosos.
Vai ser uma experiência única. Uma que sempre quis viver. E vocês relembraram-me disso, quando eu já quase duvidava. Para que seja perfeita, só falta que vocês lá possam ir!

***

Vou com um apertozinho no coração!
Vou com ele na garganta. Aquela sensação de que temos tanta coisa para deitar cá para fora, mas que sabemos que não adianta dizê-las... Não que a outra pessoa não o mereça, mas porque sabemos que simplesmente não vale a pena forçar o curso natural das coisas.
Vou com a sensação de que mais podia ser feito. De que agora não seria a melhor altura para partir. De que prefiro ficar, resolver as coisas, tentar e, depois sim, partir para qualquer lado onde tenha que ir. Mas amanhã, ou depois, vou pensar precisamente o contrário! Vou perceber que se calhar esta é mesmo a melhor altura para ir!
Vou embora por cinco meses (que na verdade vão parecer mês e meio) e vou descobrir coisas novas. Conhecer pessoas novas. Lugares novos. Sensações novas. E até sentimentos novos, quem sabe.
Vou principalmente partir à descoberta de mim mesma. Sozinha (ou quase) vou conhecer-me melhor. Vou talvez conseguir entender o que é melhor para mim. Dar mais valor àquilo que sinto. Àquilo que quero. Pensar mais em mim, coisa que raramente faço.
Vou enriquecer a nivel profissional. Perceber melhor o caminho que quero seguir. Que escolhas deva fazer, sem medos.
Vou dar mais valor a mim própria. À minha, e só minha, vontade de querer. Querer qualquer coisa. Querer isto ou aquilo. Querer tudo ou não querer nada. Querer aquilo que eu quero, e não o que os outros querem para mim!
Quero vir convicta daquilo que sou e desejo para a minha vida, para o meu futuro, porque só a mim diz respeito!


Só espero que amanhã isto passe...


29 de agosto de 2010

Todas as viagens têm fim...

Foi uma longa viagem.
Uma viagem que vou recordar para sempre.
Que me ensinou muita coisa sobre mim própria.
Que me ofereceu momentos incríveis, ao lado de uma pessoa igualmente incrível!

Mesmo quando não queremos que ela acabe, damos por nós e ela já passou. Já chegou ao fim. Já teve o seu tempo e está na hora de partir para outra viagem. Não necessariamente uma viagem acompanhada de outra pessoa. Simplesmente uma viagem diferente. Agora sozinha. Agora por conta própria.

Se fui feliz? Fui. Fui muito feliz. Atingi momentos de felicidade que não pensei atingir! Mas, por vezes, gostar só não chega. Todos sabemos - mais cedo ou mais tarde - que são necessárias outras coisas para manter uma viagem destas sobre rodas. Para fazê-la seguir caminho. Continuar o seu curso.
É preciso motivação, que a outra parte nos complete e nos leve onde nós sozinhos não conseguimos chegar.
Sermos os únicos a ter vontades, sonhos, esperanças, projectos, objectivos não é saudavel. Não nos faz ter vontade de continuar.
Ao nosso lado queremos uma pessoa que nos leve onde nunca fomos. Que nos faça sonhar o que nunca sonhámos. Que nos faça querer o que nunca quisemos. Que nos faça ter esperança por coisas que nunca pensámos que pudessem vir. E tudo isto é ingrato.
É ingrato não escolhermos o que o nosso pequeno coraçãozinho decide gostar/querer. É ingrato não termos o poder de decidir este tipo de coisas. É ingrato para mim e para ele. Porque eu sei que sempre fez tudo ao seu alcance para que "a chama continuasse acesa". É ingrato de um momento para o outro percebermos que se calhar já não faz sentido. Pelo menos por agora. Neste momento.
Talvez seja bom darmos espaço para que a outra pessoa cresça. Para que se conheça melhor a si própria. Para que sozinha descubra aquilo que é e quer ser daqui em diante.
Mas nunca, por nenhum momento, temos o direito de fazer os outros à nossa imagem. Nunca, por nenhum segundo, quiz muda-lo, torna-lo melhor - porque nem eu sei o que é ser "melhor" -, torna-lo diferente daquilo que é. Nunca quiz, nem hei-de querer, muda-lo de acordo com aquilo que eu mais "gosto" ou "quero". Temos que ser fieis a nós próprios. Se os outros não gostam, é problema deles. Isso é certo! Quero apenas, isso sim, que descubra a pessoa que está dentro de si, porque sei que nem ele nem ninguem a conheceu. Sei que  dentro há muito para se amar, há muito para se conhecer. Tipo um livro perdido com muitos segredos, mistérios e coisas boas para muita gente abrir, ler, conhecer e adorar!

Ou então nada disto é necessário. Se calhar sou apenas eu que não vejo aquilo que ele é. Talvez só agora tenha percebido que quero outra coisa. Nós próprios ao longo de uma relação vamo-nos conhecendo melhor e percebendo (também com a idade) aquilo que queremos para nós. Para a nossa vida. Aquele tipo de pessoa que queremos que esteja a nosso lado.

Eu sei que não tenho que me justificar. Não tenho que explicar o porquê de os sentimentos terem mudado, até porque nem eu própria sei responder a isso... Mas custa.
Custa demais acabar com uma relação de tanto tempo. Custa e dói demais magoarmos a outra pessoa, mesmo não querendo, porque magoar nestas situações é inevitável! Custa acabar com uma relação onde tanto foi partilhado. Mas quero pensar também que foi essencial ao meu crescimento e conhecimento de mim própria. De nenhum momento me arrependo. Não há nada que pense "se fosse hoje, não o fazia". Todos os momentos partilhados entre os dois foram bons e, como dizia eu no início, vou recordá-los para sempre!
Pelo menos, no fim de tudo, guardo um grande amigo no coração. Um grande amigo que sei que vai estar sempre no sítio certo para me ouvir, me apoiar, me aconselhar (o melhor que puder). Um grande amigo que me conhece muito bem. Demasiado bem. E o mesmo serve para ele.

Continuar seria, não só, engana-lo a ele, mas principalmente engarnar-me a mim própria...! Tarde percebi isso. Demorei a entender que para fazer a outra pessoa feliz, primeiro que tudo, nós também temos que ser felizes do lado dela. Não adianta prolongar uma coisa na esperança que o sentimento vai mudar, porque na verdade ele pode nunca vir a mudar. Na verdade, há sempre tendência a piorar. Ou prolonga-la porque não o queremos fazer sofrer, porque não é do nosso feitío magoa-lo e vamos arrastando o inevitavel...
Finalmente tive força e coragem para pôr os meus sentimentos em primeiro plano: ouvi-me a mim própria (coisa que há muito não fazia) e tomei uma decisão que espero ter sido a mais acertada.
Só posso agradecer por tudo o que passámos juntos, guardar os melhores momentos no coração, tomar os piores como lições e pedir-te desculpa se a minha sinceridade magoa.



No meu regresso, quem sabe tudo se recomponha...

12 de abril de 2010

Ei-la!


Eis que surge a luz ao fundo do túnel!

Vamos ver é se se mantém...
J, vamos torcer por isso, sim?

15 de março de 2010

O começo...


Hoje começa uma pequena aventura em cenários reais e isto promete...!

22 de fevereiro de 2010

"Porquê a mim?" Bernardo Teixeira

Esta é a história de um rapaz que sofreu abusos sexuais na Casa Pia.
Tive o previlégio de o ter presente num trabalho meu para a faculdade e de poder ter conversado com ele em jeito mais privado e particular, antes desta mesma apresentação. Apesar de me ter elucidado em duas horas tudo aquilo por que passou, não há nada como ler o livro onde retrata tudo ao pormenor.
É impenssável e inacreditável como tudo isto pôde ter acontecido a centenas de crianças, numa instituição do Estado que prometia a salvaguarda e o bem estar de todas as que tinha a seu cargo.
É revoltante e absurdo como, apesar de todos sabermos a verdade, ninguém sair punido.
É desumana a forma como este rapaz - e todos os outros -, hoje jovem adulto, foi deixado ao abandono, sozinho, durante um processo que o fez chegar ao limite da pobreza. Da dignidade humana. Da injustiça. Da dor e do sofrimento.
Pela primeira pessoa, conseguimos (quaze, porque tamanhas barbaridades são impossiveis de imaginar a cem por cento) colocar-nos na pele de quem esteve envolvido (como vítima) no processo mais escandaloso da História portuguesa. Conseguimos sentir um bocadinho daquilo por que ele passou. E sentimos que, para alguns, a vida será sempre um antro de armadilhas, como o próprio elucida.
Agradeço também a conversa que tivemos com Bernardo Teixeira, pois vai-me dar muita bagagemzinha para o que se aproxima.
Podia ficar aqui a contar a história, mas não o faço para que a conheçam por vocês mesmos. Leiam. É sem dúvida um dos relatos mais emocionantes, contado na primeira pessoa, verídico, que alguma vez poderão ler.


Hoje, penso no porquê. O porquê de tudo isto acontecer. Se eu acreditasse em muitas coisas, poderia pensar que numa outra vida me portei muito mal e que por isso estava agora a ser castigado. Mas eu já não acredito em Deus. Sou alguém que apenas acredita naquilo que vê. E principalmente, sou um jovem, que acredita no Homem.
Acredito que o Homem é capaz de grandes feitos. Feitos que podem levar a que as nossas vidas sejam vividas com alegria e sorte. Mas também sei que o Homem é capaz de criar teias e armadilhas, teias que nos enrolem e armadilhas que nos façam cair.

Em jeito de conclusão, daqui para a frente estarei mais atenta. Hei-de dar sempre ouvidos. Defenderei os que, inflizmente, no nosso país não são ouvidos dignamente. E, sobretudo, protegê-los daquilo que ninguém merece viver.
Sei que não posso mudar o mundo. Nem mesmo o nosso país que cada vez mais vai decaindo. Mas sei que posso tentar mudar o espaço pequenino onde vivo. Basta querer e crer. Ter vontade e acreditar que é possivel. Se assim não fosse, continuávamos sempre no mesmo. Evolução era palavra que não existia.

Só espero que mais pensem como eu...

6 de fevereiro de 2010

a experiência da vida


Cá estou eu de volta (finalmente, pensam vocês)!
Depois de ter vindo de Viena, de ter passado pela ilha da Madeira, de o meu voo para Lisboa ter sido cancelado e só ter podido viajar no dia a seguir, finalmente aqui me encontram, com tempo para vos contar tudinho.
Eu sei que me tinha comprometido em ir actualizado isto enquanto estava fora, mas dado à quantidade de coisas para fazer e conhecer, digamos que tinha mais com que me entreter... Não me levem a mal, mas a verdade foi mesmo essa e, desde já, peço desculpa. Escrevo-vos só agora, pois só regressei ao meu lar, doce lar, ontem à noite.
Ora, apesar de não vos ter contado tudo dia a dia, agora que cheguei passo então a relatar esta viagem pela qual eu ansiei por tantas semanas.
Assim que saímos do aeroporto, deparámo-nos logo com a diferença entre um país desenvolvido e o nosso Portugalinho; não andámos uma única vez de táxi ou pela rua, tínhamos logo acesso a uma estação de comboio e depois de metro, que nos punha no centro de Viena em 40minutos. Vejamos, Portugal tem um dos aeroportos mais privilegiados do mundo (embora não estejam contentes e o queiram mudar de poiso) por se encontrar praticamente no centro da capital e nem assim tem transportes públicos de jeito, oferecendo apenas autocarros e táxis que fazem o dobro do caminho para receberem mais uns trocados... Enfim.
Ah! E devo dizer que a Vodafone é uma merdinha de rede porque me bloqueou o roaming só por me ter atrasado no carregamento da mensalidade. Podia eu ter sido raptada para fora do país e não podia contactar ninguém! Onde é que isto já se viu?
Mas bom, continuando… No dia em que chegámos fomos convidadas para um jantar de anos de uma portuguesa da residência de Erasmus em que ficámos e fomos a um restaurante que era uma antiga fábrica de cerveja. Veja-se que o prato típico é um panado de frango ou porco a acompanhar com batatas e salada. A isto dão o nome de Schnitzel, que para nós não passou de um prato normal de uma gastronomia nem de longe equiparável à nossa. Mas era bom! Como já se fazia tarde e baixíssimas temperaturas negativas, fomos andando para casa.

Ora depois veio o domingo. Domingo em Viena (e lá sim!) é sinónimo de descanso. Nada funciona, nada está aberto, ninguém na rua, só o frio e a neve. Mas não nos incomodámos e sozinhas pusemo-nos à descoberta da baixa da cidade, mais concretamente da rua Maria Hilfer Strasse. Digo sozinhas porque, apesar de 6 meses de estadia, a M ainda não se tinha habituado ao frio e ficou com uma amigdalite que lhe durou a semana toda.
Após o primeiro dia de passeio, começámo-nos a aperceber do tipo de pessoas que os austríacos são: antipáticos, secos, às vezes brutos, mal-educados, sisudos, bonitos, altos e loiros, apressados, todos sabem falar inglês e não conhecem as palavras “obrigado”, “se faz favor” e “com licença”. No entanto, não levámos a mal, pois sabemos que os povos latinos são calorosos, ao contrário de todos os outros. E embora sejam assim mal encarados (em bom português), são um povo super civilizado, organizado, metódico, rigoroso, cumpridor de todas as regras e mais algumas – Note-se que, num dado dia, um sujeito decidiu suicidar-se na linha do metro. Então, na estação onde estávamos à espera de entrar, passavam carruagens umas atrás das outras e num letreiro dizia (em alemão, claro está) que não se podia entrar. Bom, não foi isto que nos espantou, mas sim o facto de eles esperarem calma e serenamente até poderem entrar. Se fosse em Portugal, estava logo tudo a barafustar e a pendurar-se nas carruagens a dizer que tinham que ir para casa para ver o Benfica jogar! – limpo, respeitador e uma coisa muito boa que às vezes faz falta aqui em Portugal: silencioso. Aquela gente não é como a de cá que se põe a falar aos altos berros no meio da rua e nos transportes a incomodar toda a gente Lol
Uma coisa muito jeitosa: podia estar um frio de fazer estalar os ossos, mas dentro de qualquer edifício ou transporte estava sempre super quente, nunca abaixo dos 25ºC.
Outra coisa mais jeitosa ainda era o facto de podermos falar tudo o que nos apetecesse que ninguém percebia nada :D chegámos a mandar empregadas do supermercado pó caralho, com ar de quem diz “obrigado, até amanhã” porque ela eram umas rudes! Nem o talão davam na mão e atiravam as compras para cima da pessoa que estava à nossa frente e ainda levávamos com as da pessoa que estava atrás de nós. Ora bolas, não há direito!

Segunda-feira foi um dia pouco produtivo, pois tivemos que ir com a M ao médico, porque a coisa estava a agravar-se. Ah! E logo de manhã para acordar tivemos a visita da senhora que limpa os quartos da residência que nos deu uma sarabanda por estarmos alojados na residência. Por momentos vimos a nossa vida a andar para trás, mas lá demos a volta e não tivemos que dormir na rua! xD

Terça-feira foi um dia de visitas mais alargadas. É de notar que o tempo útil de estar na rua a visitar coisas era muito curto. Não era muito agradável estar na rua antes das 9h30 e depois das 15h30. Portanto conseguem imaginar a nossa correria para vermos tudo a tempo e horas xD
Procurem na net os sítios pelos quais passei: Palácio de Verão da princesa Sissi Schönbru, Museumsplatz e tudo por ali fora, indo ter à Stephansplatz que é mesmo a baixa da cidade, uma zona lindíssima, só visto! Depois como já estava fresquinho, fomos andando para casa.

Quarta-feira, digamos que foi o dia mais preenchido: Volkstheater, Parlamento, Rathaus (não, não é uma catedral… é uma simples Câmara Municipal de Viena), Hofburg Theater, Universidade de Viena, Votivkirche, Stephansdom e a sua Stephansplatz, Museums Quartier e, por fim, o Palácio de Inverno da princesa Sissi Hofburg. Como demorámos cerca de 2h30 para ver o palácio por dentro, saímos já de noite e aventurámo-nos pela baixa da cidade para vermos a Stephansplatz iluminada.
O engraçado disto tudo é que, à excepção da Stephansdom e seguintes, tudo estava localizado numa só avenida enorme de Viena (Karl Renner Dr. K. Lueger).
Em países desenvolvidos aposta-se na cultura: por 20€ tivemos direito a entrar em dois palácios (os que mencionei) e num museu. É ou não é uma coisa como deve de ser?

Quinta-feira foi o dia mais frio que algum dia enfrentei! Chegámos a apanhar, em plena luz do dia, perto dos -10ºC. Até a máquina fotográfica da R se estragou =/ as baterias duravam só 30/40minutos porque congelavam. Eu sei que contado não acreditam, mas é verdade! Por estar tanto frio não conseguíamos tirar fotos nenhumas. Foi terrível… e o pior é que todos os dias foram assim!
Mas enfim, passando ao que interessa… Opera, Albertina, Burggarten um jardim onde, entre outra coisas, podíamos ver uma estátua de Mozart e, por fim, Karlskirche.

Na Sexta-feira já pudemos desfrutar da companhia da M que já se tinha recuperado.
Ora: Naschmarkt, rio Danúbio, Prater (género de feira popular), WU (faculdade onde a M fez o seu Erasmus; tinha que se andar de eléctrico lá dentro...!) e à noite fomos assistir a uma ópera de Mozart Don Giovanni.

Sábado: Universidade de Viena novamente, para vermos tudo por dentro; memorial à guerra Soviética, Palácio Belvedere, Hundertwasser (este arquitecto fez bastantes edificios por todo o mundo, nós visitámos o legado que deixou em Viena), Stadtpark onde podíamos ver uma estatua em ouro de Strauss e para terminar o dia jantámos no Centimeter em que se pedia comida ao metro! Comi uma salsicha de 2m ahahah :D

Domingo foi o dia de visitarmos Bratislava, capital da Eslováquia. Por 14€ (ir e vir) de comboio, viagens de 1h30 e pusemo-nos noutro país. Note-se que pago o mesmo SÓ para ir de Lisboa a Castelo Branco... Disse tudo, não disse?...
Vimos um outro mundo completamente diferente; um país saído do comunismo, onde se notava em cada esquina a repressão e a tristeza da cidade. No entanto, surpreendeu-me por ser tão bonita na sua simplicidade, mostrando algumas surpresas em ruas mais suptuosas com edifícios mais vistosos. É tão interessante viajarmos e abrirmos os olhos a certas coisas… vermos como dois países que fazem fronteira conseguem ser tão, mas tão diferentes a todos os níveis. É também uma cidade que aconselho a visitarem, quanto mais não seja para vivenciarem um regime que está num passado tão recente que nos faz crer que não caiu.

Na segunda feira já pouco ou nada nos faltava conhecer: fomos ao Naschmarkt fazer umas comprinhas; Bairro Judeu – este bairro fica no distrito (para nós é tipo freguesia) mais rico de Viena, tem câmaras de vigilância e não se pode tirar fotos; Gasometer; e depois fomos preparar um jantar de despedida a Viena e fomos sair :D
Na terça foi o dia de arrumar a trocha e às 6h da manhã de 4f saímos da residência para voltarmos a Portugal.

Foi sem dúvida uma experiência inesquecivel! Recomendo, vivamente, a todos! Fiqei com o bixinho de fazer Erasmus... Talvez um dia...!
Mais pormenores, só em pessoa xD

12 de janeiro de 2010

surpresa boa ao fim do dia...


Depois de um dia cansativo com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo, vi o correio que tinha chegado hoje e não podia ter ficado mais radiante. Chegou até mim um postal vindo de Viena, da minha querida M! :D Para além de não estar à espera de tal coisa e de ter matado um pouqinho as saudades - quanto mais não fosse por rever a tua letra tão característica xD - não bastou ficar com uma lágrima no cantinho do olho pelo gesto de tão grande amizade, apreço, carinho e também, claro, saudade!
Como disseste, e muito bem, em breve aí estaremos e mal posso esperar para aterrar em terras austríacas e poder dar-te um abracinho muito apertado! :') Já faltou mais. Agora é só "embalar a trouxa e zarpar" já dizia Zeca Afonso...
Não há nada como chegar a casa e ter à nossa espera uma surpresa tão boa como esta! :D
Uma última palavra, porque mais não serão precisas: Obrigada!

"Vamos ver tudo, visitar tudo, experimentar tudo..." esta vai ser a frase que vai marcar o sonho! :D